Consumo excesivo de animais

comer, carne, dentes, vacaDo topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos dão-se ao luxo de comer tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está a levar espécies marinhas à extinção, a piscicultura polui a água o solo e a atmosfera.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.


Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, destacou Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050″.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais – que só restituem em média 500 calorias na mesa – e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos.

Por outro lado, o gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas.

E, mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explicou Guyomard.

Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substitui-lo pelo peixe?

Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescaodres é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais haverá desaparecido em 2050.

fonte: guiavegano.br

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Colocado em February 26th 2010 por SouNatural

Categoria(s) Aromaterapia, Dicas, Graúdos | 1 Comentario »

Um Comentario to “Consumo excesivo de animais”

  1. Morgan comentou dia 27 Sep 2010 as 6:40 pm #

    Há muita ignorância em termos nutricionais. Infelizmente continuamos a assistir ao abate bárbaro de animais para satisfazer os desejos desenfreados de carne que não traz nada de benéfico nem para o ser humano nem para o ecosistema. Quanto ao peixe lá vai o tempo em que o seu consumo era sáudável. A contaminação das águas faz com que o nosso organismo acumule quantidades absurdas de metais presentes nos rios e oceanos. A dieta vegetariana continua a ser a mais saudável, aquela que permite o consumo de derivados de animais como o leite ou os ovos, assim como os legumes, frutas e leguminosas.

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