Benefícios das Algas, Algas Castanhas
Mais um artigo referente a algas esta semana falamos das algas castanhas aqui ficam alguns exemplos desta espécie.
Kombu (Laminaria japonica)
Cresce nas profundidades oceânicas e é das mais ricas em minerais e oligoelementos (a mais rica em iodo). De alto valor proteico, contém, igualmente, em quantidades apreciáveis, vitaminas A, C, E, B1, B2, B3, B12, PP, K e cálcio. Pela muita celulose de que é composta, é a mais rija de todas as algas, requerendo longo tempo de cozedura. Usa-se na confecção de sopas, em condimentos (torrada ou esmagada) ou acompanhada de vegetais, cereais ou leguminosas, e também em chá. Cozinhada juntamente com feijão ou outras leguminosas, torna-os mais macios e digeríveis. Previne a formação de gases intestinais e está indicada nas colites em geral.
A sua congénere Laminaria digitata possui gosto e características químicas semelhantes às da Kombu. Para além do apreço reconhecido das qualidades culinárias, ambas possuem virtudes terapêuticas que vão desde a prevenção e controle do colesterol a acções anti-nefríticas e reguladoras da tensão arterial. Têm igualmente efeitos benéficos nas perturbações cardiovasculares e tiroidianas, bem como em alguns tipos de diabetes (especialmente se em sinergia com a Hiziki e abóbora).
Bodelha (Fucus vesiculosus)
O seu talo é coriáceo, plano e ramificado, com pequenas dilatações cheias de ar e soro, sendo especialmente utilizado em infusões e decocções. Emprega-se também em cosmética e, nos spas, tem lugar de eleição, como anticelulítica. A de melhor qualidade (muito rica em iodo) pode ser encontrada no Atlântico Norte. É antiácida, sendo benéfica nos casos de gastrites e úlceras estomacais, e esofagites. Em Homeopatia, emprega-se o Fucus vesiculosus para combater a obesidade, a celulite, a obstipação intestinal e flatulências, o bócio e a desestabilização do metabolismo em geral, dermatoses (incluindo psoríase), linfatismo, reumatismos e doenças artríticas, etc.
Alaria (Alaria esculenta)
A Alaria é também uma laminária, que se consome muito na Islândia. É conhecida pelas suas numerosas indicações medicinais: intensifica o metabolismo celular, estimula as funções glandulares, tem acção dilatadora das veias e capilares, favorece a cicatrização tecidular.
Esparguete marinho (Himanthalia elongata)
De paladar forte, estes fios são, regra geral, utilizados na culinária em conjunto com leguminosas. Em particular, esta alga possui acção benéfica sobre o sistema linfático, venoso e nervoso. Contém nove vezes mais ferro do que a lentilha.
Wakamé (Undaria pinnatifida)
Possui sabor suave e adocicado. Comprida, fina, usa-se em sopas (em especial, na de miso), saladas, junto com vegetais, como condimento, etc. Requer ser demolhada por longo tempo (cerca de 20 minutos) e, logo após, ser-lhe retirado o veio central, demasiado rijo.
É especialmente rica em Vitaminas A, C, B1, B2, B3, B12 (depois da Espirulina, a mais rica que se conhece, nesta vitamina), Cálcio, Ferro, Magnésio, Iodo e diversas enzimas. Pode ser útil nas afecções bronco-pulmonares, incluindo a asma.
Aramé (Elsenia arborea)
Alga fina, preta, semelhante à Hiziki. De sabor suave, pode cozinhar-se ao vapor, salteada, estufada, em saladas, etc. É particularmente rica em cálcio, ferro e iodo. Muito digestiva, estimula, ainda, a boa digestão dos outros alimentos complementares. Tem indicações terapêuticas em particular para afecções no aparelho reprodutor feminino.
Hiziki (Cystophyllum fusiforme)
Alga castanho escura, ficando preta, quando seca. É uma alga dura, requerendo, assim, mais tempo de cozedura que a Aramé. Sendo semelhante a esta última, tem, contudo, sabor mais intenso a mar. Nela se encontram importantes teores em Vitamina A, C, B1, B2, Cálcio (6%) e Ferro (30%).
No Japão, a “cura de Hiziki” é uma cura muito popular. Acredita-se, mesmo, que os nipónicos devem a excepcional condição dos seus cabelos ao consumo desta alga (efectivamente, os japoneses raramente ficam calvos e só têm cabelos brancos em idade avançada). Faz baixar a taxa de colesterol.
fonte: biosofia
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