História da Aromaterapia
Desde a antiguidade, a aromaterapia e os óleos essenciais são utilizados pelo seu efeito benéfico tanto para o corpo como para o espírito. O uso dos óleos essenciais e da aromaterapia estava presente em todos os continentes, tendo sido utilizado na vida diária e nos rituais de múltiplas culturas no passado.
O seu uso permitiu a disposição de antisépticos naturais, combater epidemias, limpar aposentos, atenuar dores, combater doenças, cuidar da higiene corporal e facial, melhorar as relações sociais, etc. Já em 5.000 a.C., as pessoas que viviam no Paquistão usavam a aromaterapia nos banhos públicos.
Os egípcios nos seus Papiros Ebers, com mais de 900 remédios, descrevem os óleos essenciais como “uns elementos mais caros do que o ouro e a prata”, utilizavam extractos e óleos como antisépticos no processo de mumificação. Tanto foi assim que em 1922 quando foi aberto o túmulo de Tutankamon ainda perdurava a fragância de flores e madeiras aromática, as quais haviam sido depositadas há mais de 3.000 anos atrás.
Na preparação de alguns dos seus perfumes, os egípcios utilizavam uma vasilha de barro tapada com um trapo de linho, cheia de água e de substâncias aromáticas, que aqueciam até que os vapores impregnassem o tecido, e ficasse saturado de essência.
Recentes escavações arqueológicas confirmaram o facto, de que os romanos utilizavam também vasilhas especiais de barro para realizar extracções aromáticas. Sabe-se que o Império lavava a roupa com Lavanda/ Alfazema (daí o nome desta planta aromática e medicinal). A medicina romana, hebraica e grega incluiu num lugar destacado as terapias com óleos essenciais, assim como a utilização dos preparados de higiene diária (massagens, banhos, antisépticos ambientais…).
O método de extracção era já praticado pelos povos indígenas da América e usado para curar ou prevenir doenças e em rituais espirituais usado como tónico psicológico e em cerimónias como o Temascal (famosa Sauna das Anciãs Pedras).![]()
Costuma-se atribuir ao médico persa Avicena, responsável pelo hospital de Bagdade, a descoberta do método de destilação dos óleos essenciais das plantas, e dos manuscritos árabes dos séculos X e XI que contém desenhos de aparelhos destiladores de óleos essenciais, cujos princípios básicos não mudaram até hoje.
Mas a invenção do alambique atribui-se ao catalão “Arnould de Villanueve”, que na idade média descreve perfeitamente um aparelho para destilar, o alambique (que em Árabe significa: copo).
Uma prova de que os óleos essenciais contêm importantes propriedades antisépticas é a aparente imunidade de muitos perfumistas da Idade Média, durante as epidemias de peste e cólera que assolaram a Europa.
Durante os séculos XVI e XVII mais de 100 óleos essenciais foram utilizados para investigar fórmulas de medicina tradicional.
A Aromaterapia Moderna
A aromaterapia moderna nasceu na França, por acidente. Um químico francês René Gattefosse queimou a mão no seu laboratório, lembrou-se que a lavandula curava queimaduras e submergiu a mão em lavandula pura. Curou-se tão rapidamente que começou as suas investigações para estabelecer como os óleos essenciais penetram pelo nariz e pela pele, e actuam sob o sistema nervoso. Depois de ver os assombrosos resultados dedicou-se a investigar as propriedades químicas dos óleos essenciais e registar seu uso para tratar queimaduras, infecções da pele e bolhas nos soldados durante a 1ª Guerra Mundial.
Trabalhando com óleos essenciais René Gattefosse constatou que continham
poderosas propriedades antisépticas e curativas, e demonstrou que a pele pode absorver substâncias oleosas, sempre quando a sua estrutura molecular seja suficientemente pequena, como é o caso dos óleos essencias. Em 1928 publicou o seu livro de Aromaterapia divulgando os estudos realizados e afirmando que ao inalar certos aromas é possível aliviar estados de ansiedade e depressão. Vários científicos franceses prosseguiram a sua tarefa, entre eles o Dr. Jean Valnet, presidente da Sociedade Francesa de Fitoterapia e Aromaterapia e antigo cirurgião do exército, que utilizou óleos essenciais para tratar queimaduras graves e feridas de guerra.
Marguerite Maury pioneira da Aromaterapia Holística, desenvolveu uma massagem especial a aplicar óleos essenciais e introduziu o conceito de prescrição
individual.
Na actualidade, a Aromaterapia e o uso de óleos essenciais têm ressurgido com força, ao ficarem demonstradas as suas virtudes e pelo facto da sociedade tomar consciência da importância do uso de terapias e substâncias naturais, que nos trazem harmonia, equilíbrio e benefícios para a nossa saúde física e psicológica.
3 Comentarios to “História da Aromaterapia”
Trackback URI | Comentarios RSS

Fabio Palma comentou dia 09 Mar 2008 as 10:50 pm #
Tenho um workshop para a semana vamos la ver como vai correr
Beijos Irina
SouNatural comentou dia 12 Mar 2008 as 8:49 am #
Viva Fabio,
depois diz qual foi o feedback do curso se gostaste e principalmente de dicas que adquiriste
ADRYANA OLIVEIRA comentou dia 27 Sep 2010 as 9:07 pm #
A AROMATERAPIA FAZ MILAGRES